História Judaica Antiga: Tempos Bíblicos – parte 3 (final)

A Monarquia Dividida:

O fim do governo de Salomão foi marcado pelo descontentamento da população, que teve que pagar caro por seus esquemas ambiciosos. Ao mesmo tempo, o tratamento preferencial dado à sua própria tribo amargurou as outras, resultando em um antagonismo crescente entre a monarquia e os separatistas tribais. Após a morte de Salomão (930 a.e.c.), a insurreição aberta levou ao rompimento das dez tribos do norte e à divisão do país em um reino do norte, Israel, e um reino do sul, Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim.

O Reino de Israel, com sua capital em Samaria, durou mais de 200 anos sob a governança de 19 reis, enquanto o Reino de Judá foi comandado a partir de Jerusalém por 350 anos por um igual número de reis da linhagem de David. A expansão dos impérios assírio e babilônico trouxe primeiro Israel e, depois, Judá sob controle estrangeiro.

O Reino de Israel foi esmagado pelos assírios (722 a.e.c.) e seu povo levado ao exílio e ao esquecimento. Mais de cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maior parte de seus habitantes e também destruindo Jerusalém e o Templo (586 a.e.c.).

O Primeiro Exílio:

A conquista por parte da Babilônia trouxe o fim do Primeiro Estado Judeu (período do Primeiro Templo), mas não cortou a conexão do povo judeu com a Terra de Israel. Sentados às margens dos rios da Babilônia, os judeus prometeram lembrar de sua terra natal: “Se eu te esquecer, ó Jerusalém, que minha mão direita se seque; que minha língua se agarre ao meu paladar se eu deixar de pensar em ti, se eu não guardar Jerusalém na memória mesmo na minha hora mais feliz” (Salmos 137:5-6).

O exílio para a Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo (586 a.e.c.), marcou o início da Diáspora Judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver uma estrutura religiosa e um modo de vida fora da Terra Prometida, garantindo, em última análise, a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, e conferindo a ele vitalidade suficiente para proteger seu futuro como nação.

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(texto adaptado de jewishvirtuallibrary.org)